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Será que meu filho precisa da injeção de palivizumabe?

A injeção de palivizumabe é usada para ajudar a prevenir o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) em crianças com menos de 24 meses de idade que apresentam alto risco de contraí-lo.

O VSR é um vírus respiratório comum que geralmente causa sintomas semelhantes aos da gripe e resfriado. A maioria das pessoas se recuperam em cerca de uma ou duas semanas, porém, pode ser perigoso, principalmente as crianças.

No artigo de hoje, você vai saber mais sobre a injeção de palivizumabe, para o que ela serve e quais são os riscos do VSR.

O que é o palivizumabe?

Palivizumabe, também conhecido pelo nome comercial “Synagis”, é um medicamento feito de anticorpos monoclonais que atua ajudando o sistema imunológico a desacelerar ou interromper a propagação do vírus VSR no corpo humano.

Qual é a gravidade do vírus VSR?

A infecção por VSR pode causar problemas sérios que afetam os pulmões, como pneumonia e bronquite, e em casos graves pode até causar a morte. 

Esses problemas são mais prováveis de ocorrer em bebês e crianças menores de 6 meses de idade com doença pulmonar crônica e problemas respiratórios.

Aqueles com maior risco de doença grave por VSR incluem:

Bebês prematuros;

Bebês muito pequenos, especialmente aqueles com 6 meses ou menos;

Crianças menores de 2 anos com doença pulmonar crônica ou cardiopatia congênita (presente desde o nascimento);

Crianças com sistema imunológico enfraquecido;

Crianças com distúrbios neuromusculares, incluindo aquelas que têm dificuldade para engolir ou limpar as secreções de muco.

Quais são os sintomas da infecção pelo vírus VSR?

A infecção por VSR pode causar sintomas semelhantes aos de um resfriado, incluindo tosse e coriza, que geralmente duram de 1 a 2 semanas.

Procure um médico especialista em casos da criança ter alguns dos sintomas abaixo:

Assobio agudo ou assobio quando respiram;

Estar incomumente quieto e cansado;

Uma tosse com muco amarelo, verde ou cinza;

Dificuldade para respirar ou pausas em suas respirações;

Recusar-se a amamentar;

Sinais de desidratação: falta de lágrimas ao chorar, pouca ou nenhuma urina na fralda por 6 horas e pele fria e seca;

Se o seu bebê está muito cansado, respira rapidamente ou tem uma coloração azulada nos lábios ou nas unhas, procure por um pronto-socorro imediatamente.

Como é feito o diagnóstico do vírus VSR?

Para diagnosticar o VSR, o médico do seu filho provavelmente vai olhar o histórico médico e fazer exames clínicos, incluindo ouvir seus pulmões.

O médico pode fazer alguns testes se o seu filho estiver muito doente ou para descartar outros problemas, como:

Exames de sangue e urina para procurar uma infecção bacteriana e certificar-se de que seu filho não está desidratado

Radiografias de tórax para procurar sinais de pneumonia

Testes de material raspado do nariz, da mesma forma que se faz com o coronavírus.

Como prevenir o VSR?

As etapas que você pode seguir para tentar evitar e prevenir a VSR são muito semelhantes àquelas usadas para prevenir a COVID e incluem:

Usar máscara se tiver sintomas de resfriado.

Limpe e desinfete as superfícies duras.

Não deixe ninguém fumar perto do seu bebê.

Mantenha seu bebê longe das multidões.

Peça às pessoas que lavem as mãos antes de tocarem em seu bebê.

Lave as mãos com frequência, especialmente após contato com alguém que tenha sintomas de resfriado.

Como saber se meu filho precisa de palivizumabe?

Crianças com alto risco de contrair o vírus VSR precisam tomar palivizumabe e são aquelas que nasceram prematuramente ou já possuem diagnóstico de doenças cardíacas ou pulmonares, como citado anteriormente.

Como o medicamento é aplicado?

O Ministério da Saúde (MS) disponibiliza gratuitamente para prematuros nascidos até 28 semanas de idade gestacional, a injeção de palivizumabe, que é um líquido injetado nos músculos da coxa por um médico ou enfermeiro. 

Na maioria dos casos, o medicamento é aplicado nos 2 primeiros anos de vida em injeções mensais durante 5 meses no período em que o vírus é mais prevalente. Em Minas Gerais este período vai de março a julho. Somente um médico pode avaliar o caso do seu filho para dizer se ele precisará da injeção e quando deve ser administrado.

Se o seu filho for submetido a cirurgia para certos tipos de doença cardíaca, seu médico pode precisar dar ao seu filho uma dose adicional de injeção de palivizumabe logo após a cirurgia, mesmo que tenha se passado menos de 1 mês desde a última dose.

Quais são os efeitos colaterais?

O uso de palivizumabe raramente causa efeitos colaterais, que incluem:

Dor de garganta

Nariz escorrendo

Vermelhidão ou irritação no local da injeção

Vômito

Diarreia

Alguns efeitos colaterais mais sérios e mais raros incluem:

Erupção cutânea severa

Coceira

Urticária

Dificuldade ao respirar

Concluindo

O seu filho ainda pode ter o Vírus Sincicial Respiratório mesmo depois de receber uma dose da injeção de palivizumabe. Por isso, é necessário que você converse com o médico do seu filho para saber sobre os sintomas que podem ocorrer na criança.

Se a criança já possui infecção por VSR, ela deve continuar recebendo injeções de palivizumabe programadas para ajudar a prevenir novas infecções pelo mesmo vírus.

Médicos especialistas em pneumologia pediátrica ou em neonatologia são os mais indicados para diagnosticar e dar as orientações corretas em relação à infecção pelo Vírus Sincicial Respiratório, inclusive a aplicação de Palivizumabe.


Synagis (Palivizumabe)

O palivizumabe é um anticorpo monoclonal específico contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), e, quando administrado em bebês de risco, evita hospitalizações e formas graves da doença. 

O VSR é o principal agente causador de infecção no trato respiratório inferior nos primeiros anos de vida. Assume maior gravidade quando acomete bebês prematuros, cardiopatas e portadores de doença pulmonar crônica da prematuridade.

Indicação clínica:

- Crianças com menos de 1 ano de idade que nasceram prematuras com idade gestacional menor ou igual a 28 semanas e 6 dias*.

- Crianças com até 2 anos de idade com doença pulmonar crônica ou doença cardíaca congênita com repercussão hemodinâmica demonstrada.

*A segurança e eficácia foram estabelecidas em crianças prematuras (com menos de 35 semanas de idade gestacional).

Sazonalidade do VSR de acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP):

- Região Sudeste: com a sazonalidade de março a julho, o período de aplicação deve ser de fevereiro a julho.

Posologia:

15 mg/Kg por via Intramuscular. Recomendado até 5 doses com intervalo de 30 dias.

A primeira dose deve ser administrada antes do início do período de sazonalidade do VSR, e as doses subsequentes devem ser administradas mensalmente durante este período.

Para crianças nascidas durante a sazonalidade do VSR, poderá ser necessário menos que 5 doses, uma vez que o medicamento não será aplicado após o término da sazonalidade.

Reações adversas:

As reações mais comuns são: erupção cutânea, dor no local da injeção e febre.

Cuidados após aplicação:

- Após a administração no CID, o paciente deverá ser observado por 15 minutos antes de ser liberado;

- Após alta no CID, em caso de dor no local da aplicação, realizar compressa fria para alívio do sintoma. 

Orientações necessárias:

 - A administração desse anticorpo deve ser realizada somente com prescrição médica;

- O palivizumabe não interfere na resposta imune das vacinas de vírus vivos ou inativadas. O calendário de vacinação da criança deve ser seguido independentemente da data de aplicação do Palivizumabe. 

- Em caso de manifestação de efeitos adversos fazer contato com o médico responsável ou dirigir-se a uma emergência pediátrica.

Em caso de dúvidas, nossos farmacêuticos estão à disposição para orientá-lo!


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De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde, a cada ano o número de diagnóstico de Diabetes vem aumentando consideravelmente, o que nos leva a refletir sobre as nossas escolhas alimentares e estilo de vida, já que isso está diretamente relacionado.

O diabetes é caracterizado por altas concentrações de glicose (açúcar) na corrente sanguínea proveniente de problemas para a secreção e/ou ação da insulina.

A boa notícia é que o diabetes é uma doença com grande chance de controle e de fácil monitoramento. Contudo, é importante manter-se consciente de que a consequência do tratamento é baseada nas decisões tomadas. É fundamental o acompanhamento por uma equipe multidisciplinar capaz de educá-lo e orientá-lo.

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