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A importância da alimentação nas doenças autoimunes

Uma alimentação saudável, com foco em alguns alimentos, pode potencializar o tratamento de doenças autoimunes. “Alguns alimentos assumem o papel de ajudar a controlar problemas por conta da doença, além de aumentarem a capacidade de imunidade do organismo para enfrentar e evitar o surgimento de outros problemas decorrentes da enfermidade”, garante a reumatologista Teresa Carbone, do CID Grupo.

Segundo ela, buscar uma alimentação dirigida tem como objetivo principal aumentar a imunidade do organismo. Ela ressalta que a alimentação, por si só, não combaterá a doença, mas sim associada aos medicamentos e ao tratamento proposto pelo médico assistente. “A intolerância ao glúten, por exemplo, é uma das mais variadas doenças autoimunes. Cortar este ingrediente da alimentação, neste caso, é uma condição obrigatória. Muitas vezes, o mesmo acontece com a lactose, que deve ser eliminada da dieta do paciente”, exemplifica a médica do CID Grupo.

O que é uma doença autoimune?

A Dra. Teresa explica que doença autoimune é aquela causada pelo mau funcionamento do nosso sistema imunológico. “Por conta disso, o nosso próprio organismo ataca células boas do nosso corpo. A função do nosso sistema imunológico é criar anticorpos que possam combater ameaças, como vírus e bactérias. Mas no caso das doenças autoimunes, os anticorpos combatem estruturas normais, causando problemas diversos, muitos até graves”, diz ela.

A principal característica da doença autoimune é ser crônica, ou seja, de longa duração. Na maior parte das vezes, é preciso ser tratada pela vida toda, como numa espécie de vigília. “Os tratamentos modernos oferecem resultados excelentes, devolvendo a qualidade de vida perdida e estipulando uma vida normal para o paciente. Mas é preciso se manter alerta porque a doença autoimune pode durar a vida toda, como o caso da diabetes tipo 1, a esclerose múltipla, a doença celíaca, a doença de Crohn, o lúpus e o vitiligo, entre outras”, esclarece a reumatologista do CID Grupo.

Vitamina D fortalece o sistema imunológico

A vitamina D, por exemplo, é excelente para ajudar a fortalecer o sistema imunológico. Ela está muito presente em alimentos como o atum, o salmão, o ovo, o bife de fígado e o cogumelo do tipo shitake. Segundo a Dra. Teresa, todos esses alimentos devem ser inseridos com prioridade na dieta de um paciente de doença autoimune.

“Frutas e vegetais frescos são fontes maravilhosas de vários nutrientes e devem fazer parte do cardápio do paciente diariamente. Já alimentos industrializados devem ser sumariamente eliminados ao máximo. São várias as doenças autoimunes e o médico assistente poderá indicar quais são os alimentos ideais para cada caso. O importante é buscar uma reeducação alimentar que favoreça o tratamento, que aumente a capacidade de imunização do nosso organismo, enfim, que atue a favor, contra a doença autoimune”, finaliza ela.


Você sente azia, dor e queimação no estômago? Pode ser refluxo gastroesofágico

Se você tem sentido azia, dor e sensação de queimação no estômago, é possível que você esteja sofrendo de refluxo gastroesofágico. De acordo com a gastroenterologista do CID Grupo, Dra. Beatriz Ofrante, refluxo gastroesofágico é o retorno involuntário e repetitivo do conteúdo do estômago para o esôfago.

“Além destes sintomas, a pessoa acometida também pode apresentar sensação de queimação na boca do estômago, que pode atingir a garganta, dor torácica intensa, tosse seca e, ainda, doenças pulmonares de repetição, tais como pneumonia, bronquite e asma”, acrescenta a médica.

O que é refluxo gastroesofágico?

A Dra. Beatriz explica que os alimentos mastigados na boca trafegam pelo esôfago e se alojam no estômago, que fica localizado no abdômen. Entre o esôfago e o estômago, temos uma válvula que se abre para a passagem dos alimentos e se fecha impedindo que o suco gástrico chegue ao esôfago. Isso acontece porque a mucosa que reveste o esôfago não suporta o contato com o sulco gástrico, uma substância muito irritante”, relata a média do CID Grupo.

“Crianças ainda pequenas podem apresentar refluxo por conta da fragilidade dos tecidos existentes na transição entre o estômago e o esôfago”, pontua. Segundo a gastroenterologista, o tratamento clínico utiliza medicamentos específicos que diminuem a produção de ácido pelo estômago e melhoram a motilidade do esôfago.

“O médico assistente poderá solicitar perda de peso, no caso de pacientes obesos, uma dieta específica que evita o agravamento do quadro e a prática de exercícios físicos. Uma cirurgia não é descartada em casos mais graves”, explica.

Fatores de risco do refluxo gastroesofágico

– obesidade;

– refeições em demasia antes de ir dormir;

– aumento da pressão intra-abdominal;

– consumo de café, chá preto, chá mate, chocolate, molho de tomate, comidas ácidas, bebidas alcoólicas e gasosas.

Recomendações para evitar o refluxo gastroesofágico

A gastroenterologista do CID Grupo dá algumas recomendações para evitar o refluxo gastroesofágico. “A automedicação é veementemente rejeitada, deve-se evitar bebidas alcoólicas e o tabagismo, deve-se perder peso, não usar cintos ou roupas apertadas na região do abdômen, não deitar após as refeições, mastigar bem os alimentos e aumentar a salivação com balas duras ou gomas de mascar”, recomenda.


FAN positivo significa doença reumatológica?

O seu reumatologista solicitou o chamado exame FAN (fator antinuclear), feito por meio de coleta de sangue, e o resultado deu positivo. O FAN positivo significa doença reumatológica? De acordo com as estatísticas, de 10% a 15% da população sadia pode apresentar FAN positivo, em valores bem baixos, não indicando qualquer problema de saúde.

O FAN positivo não indica exatamente uma doença reumatológica específica, mas sim pode ajudar na investigação de inúmeros tipos de doenças autoimunes, como lúpus, artrite reumatoide, esclerose múltipla, psoríase, vitiligo e esclerodermia, entre outras.

Ou seja, ter FAN positivo não significa, necessariamente, um problema. Mas apenas um médico especialista pode avaliar o resultado do exame e indicar o diagnóstico do paciente

O que é o exame FAN?

Também conhecido como ANA (anticorpo antinuclear), o FAN é um teste solicitado pelo médico para pacientes com suspeita de alguma doença autoimune. De acordo com a Dra. Isis Reis Carvalho, reumatologista do CID Grupo, o FAN é representa não apenas um, e sim um grupo de autoanticorpos, descobertos na década de 40, quando foram estudados pacientes acometidos pelo lúpus eritematoso sistêmico. Posteriormente foi verificado que o exame positivo está presente não só nessa, mas em outras doenças imunomediadas, e também em indivíduos saudáveis. 

“Existem vários tipos de FAN, cada qual voltado contra uma estrutura específica da célula e tipicamente associado a um tipo diferente de doença autoimune. O exame de FAN é feito por meio de coleta de sangue e ele, por si só, não é determinante. O exame apoia o diagnóstico do especialista e seu resultado depende do contexto clínico. É preciso interpretar os resultados do exame e analisar os sintomas do paciente para apontar o diagnóstico correto”, esclarece a Dra. Ísis.

Como funciona o exame FAN?

Por meio do sangue coletado, é possível identificar a presença de anticorpos circulantes, diante da adição de corante fluorescente ao material colhido. “Após a marcação dos anticorpos, misturamos o sangue com uma cultura de células humanas, chamadas de Hep2. Se houver ali anticorpos contra estruturas das células humanas, serão evidenciados pela coloração fluorescente. Este processo é repetido após diluições do sangue, até que a fluorescência desapareça. Os resultados são considerados positivos se o brilho permanecer mesmo após 40 diluições”, explica a médica do CID Grupo.

Segundo a Dra. Ísis, diante do resultado de um FAN positivo, associado a um quadro clínico que sugere uma doença autoimune, o reumatologista poderá solicitar pesquisa de autoanticorpos específicos para tentar definir qual doença autoimune acometeu o paciente. “Um FAN sugestivo de lúpus pode ser acompanhado com a pesquisa do anticorpo anti-DNA dupla hélice, típico desta doença”, exemplifica ela. “Sozinho, o FAN positivo não determina diagnóstico algum. Só solicitamos este exame quando há, mesmo, suspeita de doença autoimune”, finaliza ela.